domingo, 8 de março de 2015

Mesmo após 26 anos de sua publicação o livro “Polemicas de nosso Tempo”, de Pedro Demo (1988) parece atual, pois traz uma interessante reflexão sobre a questão da “Pobreza Política” onde assiná-la que se ela fosse colocada em discussão, soaria estranho para muitos, porque somente se reconhece nela o eco material. Pobre é aquele que passa fome?. É quem habita mal ou não tem onde morar?. É quem não tem emprego ou recebe remuneração abaixo dos limites da sobrevivência?. Não estamos habituados a considerar como pobre a pessoa privada de sua cidadania, ou seja, que vive em estado de manipulação, ou destituída de consciência de sua opressão, ou coibida de se organizar em defesa de seus direitos.É esse estado de manipulação que nos impede de crescer, evoluir, progredir?.O “Assistencialismo” é um instrumento (Programa de governo?) que vem sendo utilizado ao longo do tempo para amenizar a insegurança de uma parcela importante da sociedade, ou seja, alguns milhões de brasileiros, visando melhorar o nível de renda de muitas famílias, que talvez ainda não consigam, em curto prazo, encontrar uma remuneração suficiente para assegurar a sua sobrevivência, ter um emprego decente. O sistema Assistencialista ainda é necessário?. Haja vista, os cenários de contrastes das regiões que compõe o nosso Brasil, penso que sim. A questão é até quando seremos assistencialistas?Se quisermos nos transformar numa sociedade sustentável, onde haja seja possível uma vida socialmente justa e economicamente viável e a ecologia seja corretamente respeitada, há que se vencer o “assistencialismo” e desenvolver o “empoderamento” por parte das comunidades que a compõe e que a tornarão mais fortalecida para discutir, planejar e trabalhar o seu futuro.É um processo pelo qual as pessoas, as organizações, as comunidades tomam o controle de seus próprios assuntos e demandas, de sua própria vida e tomam a competência para produzir, criar e gerir seus destinos. A experiência tem demonstrado que quando um projeto é imposto à sociedade, não existe por parte desta, a apropriação devida que pode assegurar o sucesso do empreendimento. É preciso sim preparar as comunidades para a busca desse sucesso.Num caso hipotético, por exemplo, um projeto, envolvendo diversas comunidades, para a produção de farinha através de uma “Casa de Farinha” somente logrará êxito se as comunidades envolvidas estiverem preparadas, sintonizadas na condução do empreendimento. O mercado, cada vez mais exigente, sempre demandará em relação ao produto: “Compro toda a produção, mas, tem que ter essa qualidade!!!”. A questão importante é estamos preparados para atender esse mercado?. Através do Empoderamento trabalhado nessas comunidades poderá ser possível o sucesso desse emprendimento.Essa competência somente pode ser alcançada onde houver o “conhecimento, a habilidade e sobretudo a atitude”, por parte dos cidadãos que compõe essa comunidade. O Brasil será grandioso se os municípios se tornarem fortes. O ponto de partida tem que ser o estabelecimento de uma visão de futuro de cada comunidade e de numa visão territorial de cada região que compõe um espaço geográfico, ou seja, “como se vêem (futuro) num intervalo de tempo previamente definido?”Quaisquer atividades coletivas, além da satisfação pessoal de seus praticantes, fomentarão o sentimento e o orgulho de “pertencer”; fortalecerão a solidariedade e o espírito do “nós queremos mudar!!!!”,

Um grande abraço.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


AVE! ZARAH TRINDADE, VOCÊ É MUITO ESPECIAL!!!


Especialmente, ao Coral da Escola Zarah Trindade de Marapanim/Pa, que participa do Projeto " Música e Inclusão, Diversidade que  Canta e Encanta" . Parabéns pela excelente abertura do evento promovido pela Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA em parceria com a CESUPA, IFPA, UFPA e UEPA, que realizou, em Belém, nos dias 28 e 29 de novembro o "I Seminário Amazônico de acessibilidade, Inclusão e Tecnologia - SAIT" que teve como tema " Estudos e Práticas Multidisciplinares para a Promoção da Inclusão da Pessoa com Deficiência. 


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Saneamento básico e Qualidade de vida: a contribuição da educação ambiental


Os processos de urbanização e de industrialização, entre outros, têm produzido, comumente, efeitos muitas vezes traumáticos, na biosfera. É comum, hoje, a contaminação de rios e córregos, a poluição da atmosférica, a devastação de florestas, a caça indiscriminada e a destruição de habitats faunísticos, e muitas outras agressões ao ambiente. Além do meio, porém, o homem tem sofrido com a destruição contínua da natureza, tendo seu patrimônio cultural, sua saúde e seu bem-estar geral constantemente afetado negativamente e, em alguns casos, de forma irremediável.